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Quais os Sintomas da Febre Amarela

Thumb Quais os Sintomas da Febre Amarela

Quais os Sintomas da Febre Amarela História:

Estudos recentes utilizando novas técnicas de biologia molecular comprovaram a origem do vírus como sendo africana. O primeiro relato de epidemia semelhante à Febre Amarela é de um manuscrito maia de 1648 em Yucatan, México. Na Europa, a Febre Amarela já havia se manifestado antes de 1700, mas foi em 1730, na Península Ibérica, que ocorreu a primeira epidemia, causando a morte de 2.200 pessoas. Nos séculos XVIII e XIX os Estados Unidos foram acometidos repetidas vezes por epidemias devastadoras, por meio de doenças transmitidas através dos navios vindos das índias Ocidentais e do Caribe. Quais os Sintomas da Febre Amarela.

No Brasil, a Febre Amarela surgiu pela primeira vez em Pernambuco, em 1685. A cidade de Salvador também foi atingida, causando cerca de 900 mortes durante os seis anos em que ali esteve instalada. A realização de grandes campanhas de prevenção possibilitou o controle das epidemias, mantendo um período de silêncio epidemiológico por cerca de 150 anos no País.

O que é a Febre Amarela?

A Febre Amarela é uma doença aguda infecciosa e febril, causada por um RNA vírus. Sua transmissão se dá por meio de vetores, o mosquito Aedes aegypti. Possui dois ciclos de transmissão: o silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido por meio da picada dos mosquitos infectados, não havendo transmissão por contato direto de pessoa a pessoa. É uma doença grave e com importância epidemiológica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo mosquito hospedeiro. Quais os Sintomas da Febre Amarela.

Transmissão

O vírus da Febre Amarela é transmitido por meio da picada dos mosquitos transmissores infectados. A principal ferramenta de prevenção e controle da doença.

Quais os Sintomas da Febre Amarela

Quais os Sintomas da Febre Amarela

Existem dois diferentes ciclos de transmissão, o silvestre e o urbano. Todavia a doença apresenta as mesmas características clínicas, imunológicas, sintomáticas e fisiopatológicas. No ciclo silvestre da Febre Amarela, os primatas (macacos) são os principais hospedeiros do vírus e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os mais importantes na América Latina. Nesse ciclo, o homem participa como um hospedeiro acidental ao entrar em áreas de mata fechada. No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com relevância epidemiológica e a transmissão ocorre a partir de vetores urbanos, o mosquito Aedes aegypti infectados.

É importante ressaltar que o ciclo da doença atualmente é silvestre. Com transmissão por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes em ambiente silvestre). O último caso de Febre Amarela urbana foi registrado no Brasil em 1942, no Acre e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.
No período de 1980 a 2004, foram confirmados 662 casos de Febre Amarela silvestre, com ocorrência de 339 óbitos, representando uma taxa de letalidade de 51% no período.

Quais os Sintomas da Febre Amarela

Os sintomas iniciais de Febre Amarela surgem 3 a 6 dias após ter sido infectada. Dentre eles estão o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença.

Nos casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal). Eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem a forma grave podem morrer. Quais os Sintomas da Febre Amarela.

Logo após identificar alguns desses sintomas, procure atendimento médico na unidade de saúde mais próxima. Informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao início dos sintomas, e/ou se observou mortandade de macacos próximo aos lugares que você visitou. Informe, ainda, se você tomou a vacina contra a febre amarela, e a data.

Diagnóstico

Somente pode se dar por meio de um médico, capacitado para diagnosticar e tratar corretamente a doença.

Tratamento Febre Amarela

O tratamento é apenas sintomático, envolvendo a assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, recebendo reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente precisa ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para reduzir as complicações e o risco de óbito.

Tratamento da febre amarela

Tratamento da febre amarela

Medicamentos salicilatos devem ser evitados (AAS e Aspirina), pois o seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas. O médico deve estar alerta para quaisquer indicações de um agravamento do quadro clínico.

Prevenção

Atualmente o Sistema Único de Saúde conta com a oferta a vacina contra Febre Amarela para a população. Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida. Entre os 9 meses até os 59 anos, medida essa que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A vacina está indicada para todas as pessoas que residam em áreas com recomendação da vacina contra Febre Amarela, além daquelas que vão viajar para essas áreas deve se imunizar.

A vacinação para Febre Amarela é ofertada na rotina dos municípios com recomendação de vacinação nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul. Mato Grosso, Bahia, Maranhão, Piauí, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Além das áreas já descritas, neste momento, também está sendo vacinada a população do Espírito Santo.

Início

FONTE: BRASIL, Ministério da Saúde. Febre amarela, história, sintomas e transmissão. 2017.

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